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O sinhô é meu pastô e nada há de me fartá Ele me faiz caminhá pelos verde capinzá Ele tamém me leva pros córgos de águas carmas Inda que eu tenha que andá nos buraco assombrado lá pelas encruzinhadas do capeta não careço tê medo de nada a-modo-de-quê Ele é mais forte que o “coisa-ruim” Ele sempre nos aprepara uma boa bóia na frente de tudo quanto é maracutaia E é assim que um dia quando a gente tivé mais-prá-lá-do-que-prá-cá nóis vai morá no rancho do sinhô pra inté nunca mais se acabá...
* Carlos Alberto Rodrigues Alves é Conselheiro do Conselho Estadual do Paraná, Teólogo , Músico, Violeiro e Professor Universitário em Curitiba.
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O Salmo 23 é um dos mais belos e mais conhecidos que existem. Mesmo quem não é um profundo conhecedor da Bíblia ou então não sabe os números dos salmos de cor e salteado, lembra do texto tão logo começa a ouvi-lo. Esse salmo soa como poesia e como profunda demonstração de fé.
Nessa versão o violeiro e mestre das palavras, Dotô Carlos Alberto Rodrigues Alves, declama o salmo como o faz um cantador, um homem da terra, um matuto nas lidas do dia a dia.
Uma belezura só. Uma demonstração de fé que brota do ventre da terra.
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