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A viola é instrumento dos mais ricos que já vi. Riqueza tanta que tem mais afinação que corda. Já ouvi gente que disse que passa de trinta o número de afinações. Eu conheço algumas e das que já usei falo um pouco aqui.

Tocar em diferentes afinações é interessante por demais. É como viajar para diferentes estados e encontrar paisagens e sotaques diferentes.

Quando puder, aperte e solte as cordas da sua viola. Vale a pena.

Você já ouviu alguém tocando uma viola afinada em Rio Abaixo? Se já ouviu pode estar certo de uma coisa, a sua alma tá presa. O feitiço já te pegou. Tem jeito mais não de se livrar.

Descendo Rio Abaixo, um violeiro leva nos dedos mais do que um simples toque de viola. Leva magia. E olha que eu ainda não vi antídoto pra isso não.

Falam até que tem muito violeiro que pra tocar bem faz pacto com o tinhoso. O próprio nome da afinação vem de uma dessas lendas. Dizem que o diabo descia rio abaixo em uma canoa, tocando sua viola em uma afinação que encantava as moças que moravam na beira do rio. Tirava todas do bom caminho. Depois, subia São Gonçalo rio acima, em outra afinação, tocando sua viola e devolvendo as moças para o caminho certo.

Mas o que é verdade e o que é lenda vai de cada um. Só sei que eu gosto demais da conta dessa afinação. É de uma beleza sem fim. Encorpada e forte. Em Rio Abaixo estão as duas músicas que me levaram em um caminho sem volta para a viola instrumental.

 

Essa é, sem dúvida nenhuma, a afinação mais usada no Brasil. Não tem violeiro que não conheça e violeiro que não toque em Cebolão.

Pelo que sei o nome vem exatamente dessa beleza sem fim da afinação. Diziam que o trem era tão bonito que a mulherada chorava de monte.

A única mudança que se pode achar de um violeiro pro outro é no tom afinado. Tem região que usa mais o Cebolão em Ré Maior e tem outras que já usam mais o Cebolão em Mi Maior. Mas o cerne da afinação é o mesmo.

Tião Carreiro fazia sua viola chorar em Cebolão. Precisa dizer mais? Carece não.

1° Ré

2° Si

3° Sol

4° Ré

5° Sol

1° Mi

2° Si

3° Sol#

4° Mi

5° Si

1° Ré

2° Lá

3° Fá#

4° Ré

5° Lá

Rio Abaixo em Sol (G)

Cebolão em Ré (D)

Cebolão em Mi (E)

Achei por bem escrever sobre essa variação da Rio Abaixo. Já sofri tanto tirando umas músicas e quem sabe aqui nesse pequeno canto do meu sítio eu economizo suor e sofrimento de alguns violeiros.

Mestre Almir Sater usa muito demais da conta essa afinação Rio Abaixo Alterada. Aqui ele toca Corumbá, Um Violeiro Toca, Brasil Poeira e mais um tanto de coisa.

É como um Sol com Sexta (G6). Se você toca violão e achar parecido com alguma coisa, não se assuste.

Independente disso, sabe como é. Mestre é mestre, sô! Não discute com ele. Toca e pronto!

 

1° Mi

2° Si

3° Sol

4° Ré

5° Sol

Rio Abaixo Alterada (G6)

Eu gosto dessa afinação. Pra mim é uma mistura de Rio Abaixo e Cebolão. A viola, conforme sentimento meu, soa mais triste.

Eu costumo usar principalmente pra algumas escalas menores quando quero dar um ar mais de triste lamento.

Queria saber mais da origem dessa afinação. Se alguém souber me avisa. Afinal a vida é um eterno aprendizado.

1° Ré

2° Lá

3° Fá#

4° Ré

5° Sol

Boiadeira

1° Mi

2° Dó

3° Sol

4° Mi

5° Dó

Rio Acima

Essa é a afinação de São Gonçalo, sô! Ao menos foi o que um saci me contou um dia.

Tem muita gente que usa essa afinação. Tanto a Rio Acima natural quanto algumas variações.

Quem quiser apreciar esse sotaque fabuloso da viola é procurar os álbuns do grande violeiro Mauro Albert. Nos CDs “O Canto das Cordas” e “A Viola e o Mar” têm belas composições em Rio Acima. Será que ele fez pacto com São Gonçalo? Se fez não sei, mas que esse é violeiro dos bons, isso é.

Angelim

1° Ré

2° Si

3° Sol

4° Ré

5° Lá

Paraguaçu

1° Ré

2° Si

3° Sol

4° Dó

5° Sol

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